![]() |
|
Spaces home Ari MachadoPhotosProfileFriendsMore ![]() | ![]() |
Ari MachadoEscritos e Livros
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
June 29 Os Olhos Da Esfinge – Erich Von DanikenLer Erich Von Daniken era algo que eu há muito queria, tinha um certo ranço, um preconceito gerado ainda na minha adolescência católica, no entanto, sempre fui do tipo que só tenho um conceito sobre algo se eu realmente analisei e pensei sobre o assunto e este autor sempre esteve ligado a bobagens, lendas e fantasias, mas sempre consciente que não podia ter este conceito uma vez que nunca tinha lido nada dele. Assim, este livro acabou em minhas mãos, o ideal seria que fosse o clássico Eram Os Deuses Astronautas, porém os conceitos são os mesmos. Este em particular abriu meus olhos para algo que está ai e ninguém nota ninguém observa e nem mesmo se preocupa. Como pode já ter se passado séculos de estudos e do conhecimento da grande Pirâmide e ninguém saber nada a respeito dela? Especulações, apenas, especulações, desde como foi construída até do porque foi construída. É estranho isto. É inconcebível. Ou é inconcebível os motivos dela terem sido construída ou do como foi construída? Por que não? Ao começar a ler o livro, fui atrás das fontes e referências citadas nele, tudo comprovado. Os mistérios existem mesmo, tudo sempre foi documentado desde a antiguidade e o curioso é que eu sempre ouvi e vi livros, noticias documentários, etc... Porém era como um véu encobrindo minha visão dizendo: doidos, malucos. Há um grande problema no meio que são os esotéricos que vêm um fundo místico em tudo, talvez tenha vindo daí a minha ojeriza pelo tema. O autor continua com sua obsessão por astronautas de outras galáxias que vieram nos colonizar e a grande pirâmide e a esfinge são mais um argumento para comprovar sua teoria. Por que não? Em 2007 a autora africana de origem inglesa, Doris Lessing foi laureada com o prêmio nobel de literatura e ela escreveu um petalogia: Canapus Em Argos: Arquivos, na qual defende também esta mesma teoria.
June 22 O Mal No Pensamento Moderno - Susan NeimanO subtítulo do livro é Uma História Alternativa da Filosofia, e assim é, embora, o mal seja discutido desde o seu primeiro parágrafo, analisado, diluído em fragmentos de pensamentos filosóficos dos grandes filósofos. Em sua análise a autora conclui que o mal existe e não pode ser negado, existe sob duas formas: o mal natural e o mal moral, o primeiro advindo da própria natureza, inevitável pelos humanos, o segundo advindo da própria pessoa, aquele que deixa o mundo dos humanos inviável para a vida de alguns. A distinção entre mal moral e mal natural e esmiuçada a ponto da autora revelar duas posições básicas no pensamento moderno: de Rosseau até Arendt, que diz que a moralidade exige que tornemos o mal inteligível e a outra de Voltaire até Adorno de que a moralidade exige que não seja feito. É interessante que as duas posições pressupõem a existência de Deus. A autora atem-se a uma discussão, às vezes redundante, da existência de um Deus e do porque do mal existir, já que existindo o mal, este acaba negando o seu próprio criador. É uma compilação estressante da filosofia moderna, no entanto, a visão da autora está centrada na existência de um Deus e na explicação do porque do mal. Em nenhum momento, mesmo analisando Nietzche e Schopenhauer a autora chega a sequer analisar a possibilidade de que este Deus nunca tenha existido. Aparentemente, pela história da humanidade, Deus sempre existiu, alguns apenas acreditam que ele interfere nas ações humanas e outros que ele está além da esfera humana. No final, acaba isentando Deus de todo o mal do mundo, o mal surgiria da não aceitação no ser humano do mundo que existe, sempre querendo o mundo que deveria ser, ou seja, na ânsia de unir o ser com o deve ser o mal acaba emergindo. O Bem E O MalJá pensaram que, supondo, meramente supondo, não digo que exista, veja bem, mas supondo que o mal e o bem existam na sua forma mais pura e que o ser humano neste mundo está a mercê dos dois, então qual seria nosso objetivo? Optar por um dos lados? Seria pretensão absoluta ser o bem absoluto, assim como o mal absoluto, portanto porque não ser o ponto neutro, aquele em que o mal e o bem não existam? Seria difícil? Claro que sim! O Bem assim como o Mal estariam sempre nos corrompendo para seguir para o seu lado. Agora considere que o Bem seria incapaz de corromper alguém! Sério? Como ele venceria esta luta? Tornando-se absolutamente incapaz de adquirir qualquer influência sobre alguém? Então o Mal também seria! Seria impossível! O mal está a espreita, assim como o Bem. Então seria interessante se nós, seres humanos, colocados no mundo para que escolhêssemos um dos dois nos rebelássemos e escolhêssemos aquele ponto em que nenhum dos dois tem qualquer influência! Seria perfeito! Mas a perfeição não é a aspiração suprema do Bem? Ou seria do Mal? Como saber? Jesus pregou o Bem perfeito, cujos mandamentos o Mal se apropriou e dominou o Mundo. Interessante isto! Muitos ainda acreditam que a religião, criada em cima dos ensinamentos dele seria a salvação do mundo. Buda pregou exatamente a neutralidade, o ponto onde nada se move, nada muda, mas o Mal apropriando-se dos ensinamentos dele pregou que este seria o Bem perfeito, daí os seres humanos, não entendendo nada, procuraram a perfeição a partir do Bem. E o Bem? O que fez nisso tudo? Seria o Mal o único ativo? Claro! Pois o Bem não quer ninguém sob sua influência que não seja por seu total e livre arbítrio. Então estamos a mercê totalmente do Mal? O problema reside na razão humana, naquela exata expressão que faz com que ninguém tenha nada sem que seja para o seu próprio bem, mas o Bem absoluto não pensa no seu bem senão seria egoísmo, algo do Mal, mas o ser humano foi ensinando a pensar a partir do Bem? Não! Fomos e somos ensinados a todo instante a pensar a partir do Mal, daí sermos incapazes de conceber qualquer ação que seja totalmente para o lado do Bem absoluto. O que nasceu primeiro? O bem ou o mal? A luz ou a escuridão? De acordo com a Bíblia, livro sagrado de milhões de pessoas, no início tudo era trevas e deus pairava sob estas trevas, então, ele ordenou: Faça-se a luz! Intrigante, pois daí nos vem a pergunta, o que é o início primal, o uno, o indivisível? As trevas e a escuridão? Ou a luz e a claridade? Qual deles é o bem e qual é o mal? Nietzche dizia ser impossível algo nascer de seu contrário, seria tolo acreditar nisso, tudo teria a sua origem própria, fora do nosso mundo real. Se um não fez o outro, então algo ou alguém criou estes dois conceitos e porque não acreditarmos que o homem após existir os criou para amparar sua própria existência? Daí então o melhor a acreditar é que o homem é o criador de tudo e que a sua primeira criação foi exatamente esta, a distinção entre o bem e o mal, o dualismo, se algo existe algo que não existe contrário ao que existe também existe. Ao tomar consciência dos contrários para o homem fez-se a luz e tudo se tornou claro e a partir daí perdeu-se em suas criações. Sua própria criação o engoliu em abstrações e distrações. Ao existir a luz a escuridão deixa de existir, quando se esta na luz não se tem consciência alguma de escuridão, é impossível concebê-la, pois se a escuridão existe, então a luz deixa de existir. Como posso ter consciência das duas? O homem, está fora das duas existências, está na existência do homem, portanto o homem existe e as forças antagônicas apenas servem para comprovar a sua existência, pois caso uma delas deixe de existir a outra prevalece e deixa de existir no seu âmago e passa a ser única e perfeita, portanto desaparece a sua existência e surge um novo conceito, assim como todos os contrários deixaram de existir a partir daí personificados pelo homem como o bem e o mal. O homem volta a sua origem, sem consciência e não existência. Portanto não seria melhor assumirmos nossa insignificância, ou nossa importância, depende do ponto de vista e ser o que podemos ser: Sem preocupação de que lado estamos, somos um pouco de cada um e nenhum, porém únicos: Humanos May 04 Lost – Identidade Secreta - Cathy HapkaSou fã de Lost, leio tudo a respeito, comprei as séries para assistir em casa e acompanho o seriado na TV. Foram lançados alguns livros e fiquei curioso para ler, quem sabe poderia saber algo extra em relação a série. Este livro é como se fosse uma história que deveria aparecer na série original e foi cortada. Não é uma história muito interessante e é até mesmo insonssa e totalmente dispensável. Senti-me ludibriado, mas, faz parte do mundo moderno este tipo de enganação. Você é lavado ao consumismo e tende a pagar para ver. April 19 A Estrada Da Noite - Joe Hill
Um roqueiro maluco, drogado e excêntrico tem um gosto um tanto bizarro e grotesco: colecionar peças macabras. Quando descobre que estão vendendo um fantasma pela internet, resolve comprá-lo. O fantasma chega e com ele o mundo de Jude Coyle, o roqueiro, desmorona completamente. Joe Hill sem dúvida com este livro consagra-se como mais um mestre do horror. Ele envereda sem medo por um mundo onde os mortos misturam-se com os vivos com uma naturalidade que espanta. Até mesmo fantasmas de cães, estranhamente, cães fantasmas, fazem parte da trama, o morto ataca os vivos através de um tipo de hipnose, convencendo a pessoa a fazer coisas que normalmente não faria. A descrição dos mortos também é impagável com os riscos, como chispas de estática, no lugar dos olhos. O ritmo do livro é frenético, a ação é contínua e sem dúvida logo teremos um blockbuster no cinema baseado no livro. April 17 Sobre a Beleza - Zadie Smith
O livro tem uma elegância no linguajar fenomenal, mas deixa a desejar na forma de condução da história. Os personagens são primorosos. A história dos conflitos entre as duas famílias intelectuais, do meio universitário, e das pessoas que os cercam é fascinante. Entretanto, a autora optou por nos conduzir através de eventos que levam a conflitos interessantes e que são cortados abruptamente ao final de um capítulo, quando você reinicia em outro capítulo o tempo já passou e aquele conflito já foi até mesmo esquecido e serve de alavanca para outro conflito que começa a surgir. A autora não aproveita os conflitos para desnudar seus personagens, deixa para a imaginação dos leitores descobrirem como os personagens superaram os conflitos. A única exceção é a explosão da personagem Zora ao descobrir que suas fantasias em relação ao personagem Carl não eram correspondidas, mesmo assim, a descrição desta explosão é relatada de forma tão patética que chega a ser cômica, sem um revelar dos personagens envolvidos sobre a situação acontecida. Aconteceu... Aconteceu e pronto, vamos em frente... Sobre a beleza mesmo, a autora passa por cima e nada diz. Apenas um soneto, roubado, segundo ela própria, de seu marido e colocado aleatoriamente no livro. O conflito entre os dois personagens (os patriarcas) que deveria ser central acaba sendo apenas uma discussão idiota e preconceituosa. Ao final do livro até pode-se entender porque eles se odiariam dali para frente, porém quando o livro inicia já se odeiam e isso não fica claro em momento algum do por que. Nas artes, a autora perde em poder analisar a musica e suas variações modernas, os patriarcas têm visões diferentes sobre a obra de Rembrand, porém a diferença não é exposta e nem debatida. É a típica cultura inútil que tem uma visão esfumaçada sobre tudo e não sabe nada de nada. February 23 Especulações a Respeito da Filosofia de Kant1 Por que um homem tão racional quanto Kant conceberia a divindade de Deus e seu reino como algo que existe em si. Ele acreditava em Deus? Nunca disse que não. Então porque, para ele, o abstrato é a nossa realidade e o além existe por si? Ele foi um homem perseguido pela igreja, chegou a ser proibido pelo Rei Frederico Guilherme II, Rei da Prússia, de ensinar ou escrever sobre assuntos religiosos, um homem racional como ele só podia encontrar um meio de se safar desta... "eles vêm o que não vejo, portanto o meu mundo é o que vejo e o que vejo é abstrato, cada um interpreta de uma forma. O deles existe sem comprovação, portanto, existe em si mesmo, não tem como ser interpretado diferente, assim vou escrever de forma que não ofenda ninguém". Sua primeira obra "A Religião nos limites da Simples Razão" ocasionou a fúria da igreja. 2 Para Kant o ser humano deve responder três perguntas em sua vida: "O Que eu sei? O que devo fazer? O que devo esperar?" Nesta ordem. Muitas pessoas não passam da primeira e nem sequer chegam a uma conclusão sobre si mesma. Na verdade a pior fase da primeira pergunta é conhecer a si próprio. o problema é gostar tanto desta busca que não se acha incentivo algum para sair e procurar conhecer o mundo, principalmente com os governos e os meios dominantes incentivando esta individualidade absoluta. É interessante observar que já no século III A.C existia na China uma escola que Arthur Walley denominou Escola Ch´i cuja doutrina era chamada Hsin Shu ou "A Arte da Mente" que dizia que "O que um homem deseja conhecer é aquilo (mundo exterior). Mas seu meio de conhecer é isto (ele próprio). Como pode conhecer aquilo? Apenas pelo aperfeiçoamento disto". (A) Comparemos agora com a nossa realidade atual em que o Ocidente incentiva a individualidade. O Eu é a maior força incentivadora do mundo ocidental, o indivíduo acredita em si próprio acima de qualquer coisa e antes de tudo está a sua própria existência, o outro existe apenas em função do seu mundo e tudo o que existe é apenas porque existe o Eu. Até mesmo os mais fervorosos religiosos vêm o mundo desta forma. No Oriente todo indivíduo deveria buscar a anulação desta individualidade através de quatro passos: 1 - "Adaptação individual, inteligente e sempre renovada ao mundo espaço-temporal que está ao nosso redor; 2 - Experimentação criativa com possibilidades inexploradas; 3 - Aceitação de responsabilidade pessoal pela realização de atos inauditos praticados dentro do contexto da ordem social; 3 - Desapego ou Libertação da Ilusão (moksa)" (B) Notem que tudo o que se faz é tornar o "Eu quero" contra o "Tu deves" insuportável para se chegar a um único objetivo: A extinção total tanto do "Eu" quanto do "Tu". Portanto, nós do Ocidente estamos ainda na fase 1 ou até mesmo na fase 2 com possíveis exceções ao inteligente em 1 e criativa em 2. Muitos pulam estas duas fases para a fase 3 diretamente acreditando que desta forma estão realmente praticando algo que seja inaudito para a sociedade e esquecendo que eles como indivíduos continuam sendo insuportáveis ou até mesmo inadequados para as tarefas que se auto destinam. 3 “Os autonomeados guardiões da humanidade consideram o passo rumo à maturidade não apenas difícil, mas também muito perigoso. Depois de, primeiro, tornar suas criaturas domésticas estúpidas e impedi-las cuidadosamente de ousar dar sequer um passo fora do limite das correias da carroça às quais estão atreladas, eles lhes mostram os perigos que as ameaçam caso tentem prosseguir sozinhas. Ora, esse perigo não é tão grande, pois, depois de caírem algumas vezes, elas de fato finalmente aprenderiam a andar; mas um exemplo desse tipo as intimida e geralmente as amedronta, impedindo quaisquer tentativas futuras.” (Immanuael Kant, Revista Humanidades – O que é o Iluminismo, out-dez-1982)
(A) Arthur Waley, The Way And Its Power, The MacMillan Company, Nova York, 1949. Citado por Joseph Campbell em As Máscaras De Deus - Mitologia Oriental - Pg. 30, Editora Palas Athena, São Paulo, 1994. (B) Joseph Campbell em As Máscaras De Deus - Mitologia Oriental - Pg. 26/27, Editora Palas Athena, São Paulo, 1994.
|
Filmes que quero ver
Tem mais porem so podem 100 aqui
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|